Apresentação

O Rio Grande do Sul é a Unidade da Federação mais meridional (ao sul) do Brasil, e tem grande influência em diversos setores da sociedade perante o Brasil e o mundo, sendo uma das regiões administrativas nacionais mais conhecidas e projetadas do planeta e uma das grandes vitrines do Brasil, ao lado de Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia e Minas Gerais entre outras. Ao mesmo tempo, tem uma cultura única, diferenciadas, muito próxima a dos países platinos, de língua espanhola – ou castelhana – como o Uruguai e a Argentina.

A área do Estado é de 282.062 km² (cerca de pouco mais que 3% de todo território nacional, equivalente ao do Equador) e com fuso horário -3 horas em relação à hora mundial GMT. Todo o seu território está abaixo do Trópico de Capricórnio, formando um clima temperado.

É o sexto estado mais populoso do Brasil, atrás de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Bahia e Paraná. Sua população constitui cerca de 6% do número de habitantes do país.

Apresenta oito mesorregiões e 43 microrregiões, com, ao todo, 497 municípios – o número em questão é resultado do grande número de emancipações entre as décadas de 1980 e 1990, um movimento municipalista muito forte, mas bastante reduzido após à virada para o ano 2000, quando foram colocadas, por parte da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul, restrições para o surgimento de novos municípios, evitando um  aumento ainda maior de gastos públicos. Segundo o Atlas Socioeconômico do Rio Grande do Sul, em 1966 o Estado Gaúcho tinha 232. Nos anos 1990, ocorreram 164 emancipações.

Originalmente, os quatro municípios gaúchos, a partir do estabelecimento da chamada Província de São Pedro são Porto Alegre, Santo Antônio da Patrulha, Rio Grande e Rio Pardo. Por conta das divisões de terras por sesmarias e núcleos açorianos, o Rio Grande do Sul começou a ter um intenso processo de divisão

Possui uma diversidade de sistemas de relevo, com um planalto localizado ao norte, depressão no centro e planícies ao sul e na costa. O ponto culminante do estado é o Pico do Monte Negro, em São José dos Ausentes, na região dos Campos de Cima da Serra, com 1.410 metros de altitude.

O relevo é constituído por uma extensa baixada (o Pampa), dominada ao norte por um planalto (o Planalto Meridional). Os rios principais são o Uruguai, Taquari, Ijuí, Jacuí, Ibicuí, Pelotas, Camaquã, Sinos e Caí.

Sua capital é Porto Alegre, fundada oficialmente em 26 de março de 1772, mas colonizada 30 anos antes. Caxias do Sul, Canoas, Pelotas, Santa Maria, Gravataí, Viamão, São Leopoldo, Passo Fundo e Rio Grande são outros dos principais centros urbanos do Estado.

O clima gaúcho é o subtropical úmido, sujeito a períodos esporádicos de estiagem ou de enchente, como as ocorridas em maio de 2024, considerada uma das maiores tragédias climáticas da História do Brasil.

A economia do Estado é baseada na pecuária, na agricultura (sobretudo soja, trigo, arroz e milho) e na indústria (de couro e calçados, alimentos, têxtil, madeira, metalúrgica e química). O Turismo, sobretudo na Serra, Porto Alegre, Litoral e Missões, é uma atividade crescente.

Em 1627, foram criadas missões próximas ao Rio Uruguai pelos jesuítas espanhóis, que foram expulsos pelos portugueses em 1680, quando houve a invasão do domínio espanhol, fundando a Colônia de Sacramento. Em 1687, foram estabelecidos pelos portugueses os Sete Povos das Missões. Em 1737, uma expedição militar portuguesa tomou posse da Lagoa Mirim. Em 1742, foi fundada a vila de Porto dos Casais (atual Porto Alegre). As lutas pela posse do território entre portugueses e espanhóis tiveram fim em 1801, quando houve a incorporação dos Sete Povos das Missões pelos próprios gaúchos. Em 1807, o RS foi elevado à categoria de Capitania. Em 1824, se deu início a colonização europeia. A sociedade estancieira existiu junto com a pequena propriedade agrícola, ocorrendo assim a diversificação da produção.

Durante o século XIX, o RS foi palco da Guerra dos Farrapos (1835-45). Ocorreram acirradas disputas locais no início do Período Republicano, sendo o Estado pacificado apenas após 1928 (no Governo de Getúlio Vargas).

O RS é detentor de um dos maiores Produtos Internos Brutos do Brasil, com mais de R$ 200 bilhões de reais. Grande parte da população é formada por descendentes de portugueses, alemães, italianos, africanos e indígenas.

A economia gaúcha foi baseada na pecuária bovina instalada no Sul do Brasil no século XVII, através das missões jesuíticas, expandindo-se depois para as outras regiões gaúchas pelos setores comercial e industrial.

Apresenta um grande modal rodoferroviário, hidroviário e aeroviário, com uma grande rede de rodovias – que conectam o Rio Grande do Sul com o Mercosul e o Centro do País -, ferrovias e vários aeroportos – entre eles o Aeroporto Internacional Salgado Filho -, e um dos melhores sistemas de navegação do Brasil – hidrovias do Rio Jacuí e afluentes, Lago Guaíba, Laguna dos Patos e Canal do Rio Grande.

A sigla é RS e o natural ou habitante do Rio Grande do Sul é denominado gaúcho. Também se refere ao Estado a expressão “Sul-Rio-grandense“.

O dia 20 de Setembro, Dia do Gaúcho e da Revolução Farroupilha, é a data magna do Rio Grande do Sul, sendo feriado homologado pelo Governo Estadual desde 1995.

O futsal e o futebol são os esportes mais populares. Porto Alegre é uma das poucas cidades do mundo com dois campeões mundiais de futebol (Grêmio, em 1983, e Internacional, em 2006). Vários clubes do interior gaúcho também fizeram gloriosa história no futebol nacional ao longo das décadas.

O território gaúcho é heterogêneo em se tratando de culturas, costumes e sotaques locais. Existem vários “Rios Grandes do Sul” em um só território, com cada região se diferenciando em questão de horas ou quilômetros, no que diz respeito à maneira de falar, às paisagens, à culinária, entre outros elementos locais. Um exemplo: em um só dia (questão de quase 300 km), se pode tomar café com cuca em Santa Cruz do Sul, almoçar um xis em Canoas e jantar um peixe em um restaurante de Capão da Canoa.

Vários cantores, atores, escritores e artistas nasceram no Estado. O RS tem um vasto acervo cultural.

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